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O impacto dos calçados nos pés:  Como a indústria da moda e beleza modificaram sua estrutura natural?

O impacto dos calçados nos pés: Como a indústria da moda e beleza modificaram sua estrutura natural?

Desde o nascimento, somos condicionados a utilizar diferentes tipos de calçados. Seja para conforto, para estar na moda ou porque são bonitos, seu uso diário modificou a estrutura natural dos nossos pés.

Descubra como é possível voltar a viver o normal de forma natural.

Existe uma estimativa de que uma pessoa pode caminhar cerca de 170.000 mil quilômetros durante toda a sua vida. 

Essa distância pode ser comparável a caminhar ao redor do mundo quase cinco vezes. 

Agora imagine dar todos esses passos com os calçados que você está usando atualmente.

Provavelmente sentirá dor nos pés, certo?

Mesmo que sua resposta seja não, a ligação entre a saúde dos pés e os calçados é inegável. São 365 dias por ano utilizando algo que aperta, molda, modifica e transforma nossos pés.

Neste artigo você vai descobrir que nem sempre os calçados mais bonitos ou que estão em alta são as melhores opções para você.

 

A criação dos calçados

Dentre vários motivos que definem a criação dos calçados, um que se destaca é para se proteger do frio. 

Uma múmia foi encontrada na Sibéria, entre 20 a 40 mil anos atrás, onde ela estava utilizando calçados. E ao estudar essa múmia, foi identificado que a estrutura dos seus pés havia sido modificada, ou seja, eles não estavam mais em seu formato natural. 

Pode parecer uma grande história de pescador, mas não é. A falta de tato direto com o solo, a instabilidade e o aprisionamento dos dedos alteram a forma dos pés de maneira quase imperceptível. 

Com o avanço da tecnologia e o crescimento da indústria da moda, o calçado deixou de ser um acessório voltado para proteção e segurança. Ele se tornou algo “necessário”, porém prejudicial. 

Foram desenvolvidos milhares e milhares de modelos, centenas de marcas foram criadas e padrões de beleza foram estabelecidos em cima dos calçados. 

A peça principal deste cenário todo foi esquecido: os pés. Hoje os calçados não são criados para as pessoas viverem o normal dos seus pés, eles são criados para suprir as necessidades da sociedade dentro de cada nicho de moda ou beleza. 

O que muitos não sabem é que os calçados substituem as funções naturais e mecânicas dos pés. E o pior, a grande maioria não se preocupa com isso.

 

 

Moda e beleza em Primeiro Lugar

Você já parou para refletir sobre os motivos que te levam a comprar um calçado?

Se você está iniciando na academia, procurará um tênis confortável. Se vai a um evento importante, procurará um sapato social. Se vai a uma festa, procurará um salto alto. Sempre as compras são derivadas de motivos que não estão relacionados com a nossa saúde, principalmente a dos pés. 

A moda e a estética fazem com que as pessoas comprem seus calçados buscando tornar-se mais belas e esteticamente aceitáveis na sociedade. 

E a consequência disso são pés  moldados, modificados e formatados, diminuindo nossa capacidade física, nossa estrutura e sensibilidade ao toque. 

Além disso, o impacto dos calçados nos pés vai além. Muitas pessoas desenvolvem problemas na coluna, quadril, pernas e entre outros. 

A falácia do pensamento de que calçados com alta tecnologia são bons, faz com que o pé tenha baixa na sua tecnologia natural. É como se você estivesse substituindo algo do seu próprio corpo, por um objeto criado com outras intenções. 

Quanto mais rígido for o calçado, mais estabilidade você terá. Contudo, quanto mais estabilidade você tem com o calçado, menos músculos você estimula nos pés. 

É óbvio que, nos dias de hoje, é quase impossível não utilizar calçados. Além de precisarmos de proteção, a “etiqueta” social não tem bons olhos para quem anda descalço. O ponto chave aqui é a escolha de qual calçado é o ideal para os pés e qual é o indicado pelos especialistas. Voltar ao nosso normal teria que ser quase uma obrigatoriedade para o benefício da saúde.

“Os especialistas médicos sabem que nunca convencerão o público em geral a deixar de usar sapatos de alta costura em troca de alternativas ortopédicas . Em vez disso, os médicos educam as pessoas sobre a saúde dos pés e defendem a moderação e a atenção pessoal na escolha dos sapatos.”
[fonte: Midwest Orthopedic Article]

Lembre-se: não é normal ter um pé doente.

 

Os pés atuais

Movimento, liberdade, equilíbrio. É isso que os pés fazem. 

Mas, a realidade atual é bem diferente. 

O cuidado com a estética dos pés é muito maior do que o cuidado com os músculos e articulações. 

Para entender melhor as alterações que os calçados causam em nossos pés, vamos analisar a imagem abaixo:

 

 

1 - A contração dos dedos dos pés e dos metatarsos (os ossos situados acima dos dedos dos pés) resulta na diminuição da mobilidade e destreza. Esse processo também ocasiona o desalinhamento dos ossos, aumentando o risco de lesões.


2 - O movimento do dedão do pé em direção ao segundo dedo geralmente resulta na pronação do pé, caracterizada pela queda do arco. Essa parece ser a principal origem dos joanetes. 


3 - A inclinação natural dos dedos dos pés em direção à frente da maioria dos sapatos tende a provocar um encurtamento crônico dos músculos na parte superior, ao passo que os músculos sob os pés podem se enfraquecer devido à subutilização. Essa condição, mais uma vez, eleva o risco de lesões.


4 - A maioria dos calçados apresenta uma característica conhecida como "drop", indicando que o calcanhar é elevado em relação à parte frontal do pé. Manter o calcanhar constantemente elevado pode resultar em encurtamento e tensão nos músculos da parte posterior das panturrilhas, restringindo a flexibilidade do tornozelo. Isso, por sua vez, pode desencadear uma série de problemas biomecânicos em todo o corpo.

    Só aqui listamos, de forma rápida, 4 principais problemas identificados naquela imagem. De novo, sabemos que é impossível descartar completamente o uso dos calçados. Mas, o objetivo deste artigo é mostrar que existem sim calçados que são confeccionados pensando na saúde dos pés.

    Conquiste a liberdade e saúde dos seus pés

    Diversos estudos científicos respaldam a tese de que andar descalço ou optar por calçados minimalistas pode contribuir significativamente para o fortalecimento dos pés. 

    A ideia subjacente é abraçar a naturalidade, permitindo que os pés desempenhem suas funções de forma livre e sem restrições desnecessárias. Ser fiel a essa premissa é conceder aos pés a liberdade que eles merecem para se movimentar de acordo com sua anatomia, resultando em benefícios para a saúde e a funcionalidade geral.

    Escolher adotar o barefoot não é apenas uma decisão, mas um compromisso com um estilo de vida que valoriza a conexão mais direta com o ambiente ao redor. 

    De acordo com o Rodrigo Salulima, Fundador da Pratique Movimento - Escola de Movimento, Educador Físico, Professor e Pesquisador da Cultura do Movimento, o papel do tênis barefoot é fornecer um ambiente mais saudável para os pés, onde você pode articular melhor, exigir melhor, espalhar os dedos e usar a mecânica natural do corpo.

    Trilhar o caminho do barefoot é, sem dúvida, uma jornada sem volta, uma escolha consciente de se desvincular das barreiras impostas por calçados convencionais e experimentar uma ligação mais profunda entre os pés e o mundo ao seu redor.

    Por isso, experimente diminuir a barreira entre você e o mundo.

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